O novo não substitui o velho

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Uns dias atrás eu estava de bobeira e peguei o primeiro Super Mario Bros. pra jogar. Como aquilo é divertido! Pular nas tartarugas, pegar cogumelos, se esquivar de buracos infinitos...passei quase duas horas apreciando o jogo (até porque, minhas vida acabaram).

Apesar desse papo saudosista, gosto muito do trabalho dessa nova geração de consoles, que a cada dia se aprimora e nos surpreende. Porém, o charme dos 16 bits vem chamando cada vez mais atenção, visto a quantidade de vídeos e adaptações que aparecem todos os dias na internet. Até revistas especializadas em jogos antigos começam a aparecer nas bancas.

Acredito que os games de hoje (para PS3 e Xbox360) em relação aos da geração "SuperNes" são tão diferentes que tornaram-se conceitos distintos. Não só pela questão gráfica, mas em jogabilidade. Além disso, temos também os consoles com sensores de movimento, como o Wii e o esperado Project Natal, que oferecem uma nova experiência ao velho gamer.

Comparando de forma grosseira, os video games são como a música: apesar do constante surgimento de boas bandas, os clássicos continuam tocando nas rádios.

Siga o coelho branco!

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A sensação de controlar o Escolhido é unica e maravilhosa. No game The Matrix: Path of Neo, o jogador desvia de balas (ou as para no ar, simplesmente), luta com as mãos limpas contra membros da Swat armados até os dentes, e sente o medo dos agentes da Matrix, seguido pelo desejo de correr como se sua vida dependesse disto.

No game, o jogador encarna Neo, o predestinado a acabar com a guerra entre as máquinas e os humanos. O jogo revive momentos da trilogia, além de algumas missões extras. Porém, não deixa o usuário totalmente preso as sequencias dos filmes, dando algumas opções para modificar a história. Destaque para o tutorial, que é muito divertido e não trata o jogador como um estúpido.

Apesar de entediar em algumas partes, devido ao sistema clássico de "esmagar botões", The Matrix: Path of Neo é uma experiência muito interessante para os fãs da série e amantes de uma boa pancadaria. O jogo foi feito em 2005 e está disponível para PS2, Xbox e PC.

P.S.: Desculpem o tempo que fiquei ausente devido ao TCC, que tomou uma boa parte da minha vida social. Mas o Oficina continua!

A espada é a chave

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Com um gostinho de infância, Kingdom Hearts reúne os personagens do universo Disney com os da série Final Fantasy, num enredo simples mas muito carismático. Numa mistura de RPG com ação, a série conta com belos gráficos e um roteiro muito competente, que mescla o melhor dos dois mundos.

O game conta a história de Sora, que após uma tempestade na pequena ilha em que vive, se perde de seus amigos Riku e Kairi e cai em um mundo totalmente desconhecido. Neste lugar, o garoto encontra Donald e Pateta -- o pato mal-humorado e o cachorro atrapalhado que bem conhecemos. Eles estão em busca do guardião da Keyblade (espada em forma de chave), que segundo o rei Mickey, é o único capaz de resolver a crise que abala todo o universo.

Apartir daí, eles se reúnem para procurar os amigos de Sora e resolver a tal crise, viajando por diversos planetas que representam animações da Disney, como Alladin e Peter Pan. Apesar de simples, é fascinante como a roteiro amarra os personagens, cheios de personalidade e carisma.

A série KH conta com dois jogos principais, Kingdom Hearts e Kingdom Hearts 2 (para PS2), e Kingdom Hearts: Chain of Memories (para Game Boy Advance, com um remake para PS2), que se passa no intervalo entre os dois games. Existe também a possibilidade de um KH 3, mas ainda não há uma previsão para lançamento.

Vermelho e Azul

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Superman e Chapolin. Pronto, não é necessário dizer mais nada.
Este crossover -- encontro de dois ou mais personagens de revistas distintas em uma história -- foi publicado na edição 820 da Action Comics (responsável pelas histórias do Superman) de dezembro de 2004. Desenhada por Carlos D'Anda e escrita por Chuck Austen, essa bizarrice coloca o homem de aço e o polegar vermelho trabalhando juntos (ou não). Confira:

Motos e discos numa aventura digital!

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Um dos pioneiros no uso de efeitos de computação gráfica, Tron, de 1982, foi um filme a frente do seu tempo e pode ser considerado o "pai" do Matrix. Além de uma aventura fascinante, a obra traz uma visão oitentista da informática, sendo uma fonte interessante para entender a cabeça dos nerds da época do Lango-Lango.

Na história, a companhia de informática Encon trapaceia Kevin Flynn, um dos seus programadores, roubando um jogo que ele estava desenvolvendo. Para pegar de volta o que é seu por direito, Kevin invade a empresa, mas acidentalmente é atingido por um laser que o trasporta para dentro da rede de computadores da empresa. Neste universo, Flynn conta com a ajuda do programa de segurança Tron para sobreviver a um jogo mortal e lutar contra o autoritário MCP (Master Control Program).


Uma curiosidade do filme é o fato dos programas terem o mesmo rosto dos programadores, como uma marca registrada. O mundo de Tron também é retratado no game Kingdom Hearts II, de forma fiel bastante a obra. Com uma sequencia em produção, Tron é um daqueles clássicos obrigatórios para qualquer nerd.


Uma mão de quatro dedos leva a Casa das Idéias

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A venda da Marvel Comics para a Disney trouxe uma onda de desespero na comunidade nerd. Temendo a infantilização dos quadrinhos da editora, muitos fãs estão se descabelando pelo mundo a fora. Mas não entrem em pânico!

A casa do Mickey sofre há anos com a queda de vendas da sua linha de HQs, e contrariar os fãs não é uma boa estratégia para mudar esta situação. O que provavelmente irá acontecer é um investimento maior nas linhas infantis da Marvel, como a Next Avengers.

Além disso, o acordo pode beneficiar (e muito!) o desenvolvimento de animações. O que é muito legal, visto que a Marvel está muito atrás da DC neste quesito. Lembre-se que a Disney também é detentora dos estúdios Pixar, conhecida por seus excelentes trabalhos, tanto pelo aspecto criativo quanto técnico. Tenho grandes esperanças que uma série animada de qualidade saia desta parceria.

Sem contar a disponibilidade dos recursos e a infraestrutura da Disney para as adaptações de cinema, dois fatores que influenciam muito a qualidade de filmes. De agora em diante, falta de dinheiro não é mais desculpa para obras de baixa qualidade.

Então, acalmem-se nerds do mundo! O máximo que pode acontecer é a Disney "resetar" a cronologia de um personagem na tentativa de conquistar um público mais jovem, ou reviver alguns personagens uma vez ou outra... ops, a Marvel já teve esta idéia.

Uma história de heróis e de outros nem tanto assim

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Produção 100% nacional, Holy Avenger está no meu Top 10 de mangás. Seu maior trunfo deve-se aos personagens muito carismáticos, com personalidades bem desenvolvidas e histórias envolventes. Dificilmente os leitores não se apegam a Lisandra, Sandro, Niele e Tork, além dos diversos coadjuvantes. Outro fator que contribui para minha predileção pela série é seu cenário, o mundo de Arton, do RPG Tormenta, no qual mantenho um carinho especial por ser pano de fundo da maior campanha que já mestrei.

A obra apresenta a druida Lisandra, assombrada com constantes pesadelos envolvendo a morte do Paladino de Arton, o herói mais renomado do continente. Para que seus sonhos não se concretizem, ela sai de sua ilha isolada em busca dos Rubis da Virtude, fonte da vida do guerreiro sagrado. Mas o que a jovem não sabe é que sua aventura faz parte de uma conspiração que envolve os maiores heróis e vilões de Arton. Para ajudá-la em sua jornada, ela recruta o atrapalhado "ladrão" Sandro Galtran, a linda elfa Niele e o rabugento Tork, um troglodita-anão.

A HQ foi idealizada por Marcelo Cassaro, J.M. Trevisan e Rogério Saladino, conhecidos de longa data pelos RPGistas como criadores do RPG Tormenta, e ilustrada por Érica Awano. A série também está disponível gratuitamente pela internet, confiram:

Holy Avenger VR 1 e 2: http://bit.ly/14QkFj

Holy Avenger VR 3 e 4: http://bit.ly/n4HPf

Holy Avenger VR 5 e 6: http://bit.ly/SQySb

Holy Avenger VR 7 e 8: http://bit.ly/PmT3V

Holy Avenger VR 9 e 10: http://bit.ly/wbGi1

Holy Avenger VR 11 e 12: http://bit.ly/Sk9FG

Holy Avenger VR 13 e 14: http://bit.ly/uezXE